É cair da noite e a cidade já começa se agitar, todos dirigem-se ao o salão da paróquia onde o Padre e o Coroinha da Matriz os recebem à porta.
O salão todo iluminado com luzes intermitentes, as bandeirinhas coloridas que cruzam a rua central da cidade de um lado a outro, as músicas que convidam as pessoas a procurarem seus pares para a grande dança em roda, a festa de junho é a mais esperada por todos na cidade e nas redondezas e os festejos se estendem por todos os finais de semana do mês.
Devido a grandeza da festa deste ano muitos jovens sentiram-se atraídos em participar dela, principalmente porque a brincadeira de mandar recados uns aos outros através de um garoto vestido de cupido permitia flertes com muito mais facilidade.
A festa estendeu-se noite adentro e Anabela sentia-se feia diante das amigas, todas haviam recebido ao menos um recado de algum admirador, ela não recebera nenhum. Era quase meia-noite e ela estava pensando em voltar para casa, sentia-se triste, rejeitada e a festa perdera o sentido para ela, quando recebeu um bilhete de um menino que não era o cupido.
“Desculpe, mas o cupido chamaria muito a atenção dos outros e a única pessoa que eu quero que me note é você, a mais bela, Anabela... Por favor, me encontre à beira do rio, Anabela, eu preciso que você saia dos meus sonhos para minha vida... BR”
Ela não imaginava quem poderia ser, nunca soubera de ninguém que fosse interessado nela. Quem a teria em seus sonhos e a chamava pelo nome?
Não conseguia decidir o que fazer, a curiosidade a corroia, o medo prendia suas pernas, mas seus coração pulsava como nunca sentira antes, precisava ir, precisava saber. Quem seria?
O caminho para o rio não era tão longo, porém deserto, principalmente porque todos estavam na festa ou já iam para suas casas pelo caminho oposto ao que levava ao rio, mas a garota foi mesmo assim, precisava saber quem era o seu misterioso admirador.
Percebeu mais rosas que de costume pelo caminho, percebeu principalmente muitas pétalas caídas. A luz da lua refletia fortemente no orvalho depositado entre as rosas, como pequenos olhinhos que a vigiavam, o rio lhe parecera um grande corrente prata, serpenteando floresta adentro.
Sentiu algo se aproximando vagarosamente às suas costas mas não teve coragem de se virar, uma mão surgiu à sua frente segurando um botão de rosa e uma voz ao seu ouvido...
“Me perdoe, bela Anabela, mas não posso ficar hoje, a festa já esta acabando. Encontre-me amanhã assim que a festa começar neste mesmo lugar, Anabela...”
Terminou de pronunciar seu nome como um leve sussurro, fazendo todos os pêlos do corpo de Anabela arrepiarem-se.
Ela nem teve tempo de se virar, ele já havia desaparecido em meio ao mar de rosas que floresceram como que por mágica naquela noite. Voltou pra casa e passou a noite em claro.
No dia seguinte Anabela não pensou em outra coisa senão no... vulto... No botão de rosa, na mão que a segurava, no punho do paletó branco, na aba do chapéu. O dia arrastou-se e Anabela sentia-se mais e mais atraída pelo admirador misterioso.
Finalmente o dia acabou, o comércio já fechava suas portas e as pessoas dirigiam-se às suas casas. Anabela correu pra casa, passou horas escolhendo a roupa que usaria para ir à festa, sua mãe a questionou sobre tanta empolgação e a menina apenas respondeu que a festa de junho era a melhor do ano.
A noite, quando a festa já estava cheia e as pessoas todas entretidas, Anabela se dirigiu ao rio, exatamente ao mesmo local da noite anterior. Sentia as mão frias, um calor que subia pela espinha, mal ouvia os sons da festa tamanho seu encantamento por seu admirador.
Daquela vez o caminho até o rio parecia infinito, quanto mais andava mais longo ele ficava e quanto mais corria mais demorava pra chegar. O caminho tinha ainda mais rosas, mas ela já não as via.
Ele já estava lá, somente pelo contorno de seu corpo contra a luz da lua ela sabia que era ele. O punho do paletó branco, o chapéu a o botão de rosa. Era ele!
Anabela se aproximou vagarosamente, ele estendeu a rosa em direção a ela e ela a pegou no mesmo instante em que ele a puxou pela mão e a levou para o mar de rosas à beira do rio.
A polícia encontrou o corpo de Anabela três dias depois, ela estava nua, uma rosa pousada sobre seio pálido, as marcas roxas em torno do pescoço denunciavam um enforcamento, o sangue em seu vestido denunciava que aquela havia sido sua primeira vez.
O bilhete que Anabela receberá na festa um dia antes de seu desaparecimento foi encontrado na bolsa da garota, mas a polícia nunca conseguiu descobrir quem era “BR”.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Mal-estar
A vida da tantas voltas e algumas delas são tão bruscas e repentinas que me deixam zonza e com ânsia de vomito...
Sabe aquela frase "pare o mundo que eu quero descer"? Nunca se adequou tanto.
Sabe aquela frase "pare o mundo que eu quero descer"? Nunca se adequou tanto.
terça-feira, 7 de abril de 2009
A total sensação de impotência e principalmente de inutilidade vem quando:
1º Você é formada numa universidade e não arruma emprego;
2º Entra numa pós-graduação pra tentar melhorar e não arruma emprego;
3º Vende seu carro, tranca a pós e vai pra Austrália pra aprender a falar inglês fluentemente e não arruma emprego;
Pior, na volta você descobre que seu curso de pós-graduação foi extinto e você não pode termina-lo e simplesmente perdeu seis meses de mensalidades pagas, está extremamente acima do peso e por mais que se exforce não emagrece uma grama, entre outras coisas que você não esperava acontecer, pelo menos agora, e acontecem...
Eu só queria uma emprego, será que estou extrapolando no pedido?!
1º Você é formada numa universidade e não arruma emprego;
2º Entra numa pós-graduação pra tentar melhorar e não arruma emprego;
3º Vende seu carro, tranca a pós e vai pra Austrália pra aprender a falar inglês fluentemente e não arruma emprego;
Pior, na volta você descobre que seu curso de pós-graduação foi extinto e você não pode termina-lo e simplesmente perdeu seis meses de mensalidades pagas, está extremamente acima do peso e por mais que se exforce não emagrece uma grama, entre outras coisas que você não esperava acontecer, pelo menos agora, e acontecem...
Eu só queria uma emprego, será que estou extrapolando no pedido?!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
domingo, 9 de novembro de 2008
Life is now or never...
Ah! A Austrália!!!! País lindo, no meio do Pacífico!!!!
Quase cinco meses se passaram desde que eu cheguei aqui na terra dos cangurus (erroneamente assim chamada. Seria como chamar o Brasil de "a terra do carnaval" ou ainda "terra dos macacos").
O fato é, esses dois últimos meses aqui estão voando. Estranhamente eu estou triste por ir embora, não que eu não sinta falta dos meus amigos e da minha família no Brasil, muito pelo contrário, mas as coisas que eu vivo aqui ninguém nunca vai viver nem entender, é único.
Se as pessoas que eu amo pudessem estar aqui comigo isso seria o paraiso. Se vocês que vierem a ler esse post estivessem vivendo aqui comigo, nem o meu trabalho de cleaner seria ruim.
Bom, mas vamos pensar no que é bom, minha experiência aqui tem sido única, vive "by myself" é maravilhoso e definitivamente é isso que eu quero pra mim. Estou voltando pro Brasil com muita expectativa, espero dar um avanço na minha vida depois dessa viagem. Esse é meu maior objetivo.
"In addition", o carnaval ta chergando, com isso meu aniversário. Mal posso esperar, viajar com o pessoal pro sítio, bagunçar, beber, dar risada e claro... reavivar meu chochomanka!!!!!
Mas uma coisa é fato, se nada der certo, se meus planos não se concretizarem, eu viro hippie! NÃO! Eu volto pra Austrália "as soon as possible"!
Família, Roda20, Rika.... Amo vcs!!!
Dia 19 de dezembro eu to voltando!!!!!!!
Quase cinco meses se passaram desde que eu cheguei aqui na terra dos cangurus (erroneamente assim chamada. Seria como chamar o Brasil de "a terra do carnaval" ou ainda "terra dos macacos").
O fato é, esses dois últimos meses aqui estão voando. Estranhamente eu estou triste por ir embora, não que eu não sinta falta dos meus amigos e da minha família no Brasil, muito pelo contrário, mas as coisas que eu vivo aqui ninguém nunca vai viver nem entender, é único.
Se as pessoas que eu amo pudessem estar aqui comigo isso seria o paraiso. Se vocês que vierem a ler esse post estivessem vivendo aqui comigo, nem o meu trabalho de cleaner seria ruim.
Bom, mas vamos pensar no que é bom, minha experiência aqui tem sido única, vive "by myself" é maravilhoso e definitivamente é isso que eu quero pra mim. Estou voltando pro Brasil com muita expectativa, espero dar um avanço na minha vida depois dessa viagem. Esse é meu maior objetivo.
"In addition", o carnaval ta chergando, com isso meu aniversário. Mal posso esperar, viajar com o pessoal pro sítio, bagunçar, beber, dar risada e claro... reavivar meu chochomanka!!!!!
Mas uma coisa é fato, se nada der certo, se meus planos não se concretizarem, eu viro hippie! NÃO! Eu volto pra Austrália "as soon as possible"!
Família, Roda20, Rika.... Amo vcs!!!
Dia 19 de dezembro eu to voltando!!!!!!!
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